Você por aqui?

 

Thinking

Thinking – Imagem: Pinterest

Estudando sobre WordPress e olha de quem me lembrei? Do blog amarrotado no fundo da gaveta PÉRA. Mas é bem isso. E me deu saudades. De escrever, de reler e viver aquele momento novamente. Principalmente sobre meu relacionamento e como eu esperei minha filha, o que senti quando estava grávida.

Enfim, foi uma redescoberta boa. E vontade de voltar. De me organizar para deixar a Nina passar vergonha futuramente lendo isso aqui, voltar a deixar um pedaço de mim on line.

Nina está com quase 2 anos e meio. Tempo voou. Demorou pra chutar minha barriga porque estava guardando energia pra pular em mim aqui fora. Aliás que menina cheia de energia, cheia de vida e brilho nos olhos em cada descoberta.

Já teve primeiro papá, passinhos, palavrão (sorry), tombo, palavras em outras línguas (grego, holandês, italiano, inglês e até romeno). É um momento fantástico e às vezes sinto que estou perdendo por falta de paciência. Sim, não aguento salvar a casa de um incêndio 300 vezes por dia e no outro dia e no outro infinitamente.

Tem dias que eu queria não existir. É sério, parece drama de mãe mas é a mais pura realidade. Eu só queria ser a lesminha do jardim comendo grama, sem pensamentos, sem problemas pra lidar. Um dia só.

Mas não rola, então o jeito é prender a criatura numa jaula, o que dá pra fazer é se adaptar, criar brincadeira de dançar ou correr e assim a criança tira soneca na hora que deve e a gente pode ir ao banheiro em paz.

É corrido, exaustivo, ando morta e reclamona…mas escolheria mil vezes ter a Nina correndo pela casa do que não ter.

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Eu sei que é amor

Imagem: Pinterest

Imagem: Pinterest

A amizade desinteressada, a princípio, levou nos a contar tudo sobre as nossas vidas. Você me salvou numa noite sem saber o real perigo que corri sem ao menos ter me visto uma vez. Talvez por instinto, por se importar, por ser meu anjo ou todas as opções anteriores.

Te conhecer despertou em mim algo guardado a 7 chaves. Parece clichê, mas na última vez que havia chegado perto de me encantar por um simples abraço não era o tempo, não era a pessoa (como sei hoje) e eu sofri com o “não”.

Eu sei que você estava quase desistindo quando me decidi, ainda com medo, mas fui para São Paulo e me joguei. Decidi pelo abraço no final das contas.

Tinha, já, consciência que algumas vezes enfrentaríamos momentos delicados. Só não achava que seria tão cedo (6 meses juntos) nem tão difícil de aceitar. Dois meses e meio de pesadelos e lágrimas diários. Eu, dividida entre encarar contigo um dragão para o resto da vida ou deixar meu melhor amigo lutar sozinho. Você, cauteloso sobre quando e como me apresentar os desafios…e, no final das contas, descobrir que era só um teste (o primeiro).

Logo depois da mudança para São Paulo, mudança de apartamento, gravidez, casamento, Nina e a mudança de país. Numa sequência que pareceu ter durado uma semana já foi 1 ano e meio.

Não está sendo fácil novamente. Longe dos amigos, uma língua estranha, vida corrida. Mas sei que, aos poucos, contornaremos os obstáculos e colocaremos tudo de volta nos eixos.

Nós dois decidimos fazer diferente de tanta coisa que tivemos como exemplo (em casa e na rua), que hoje eu posso te dar as mãos de olhos fechados e encarar novos desafios sem medo.

Um ano casados e eu só quero mais um dia para ganhar o seu abraço, aquele mesmo dado na Paulista em 2013.

 

Môzi

“Só deixa rolar, vai saber
Muita coisa tá, pra acontecer”

(Coração – Rael)

Aconteceu assim. Deixamos rolar um fim de semana, depois sete dias inteiros…sem planos. “Em doses homeopáticas” como você pediu. Sem pressa de se entregar ou amar, cada abraço de despedida deixando claro que haveria outro na volta.

Quase 10 meses e as despedidas de domingo à noite ou segunda de manhã deram lugar às preguiças matinais do dia a dia. Era um novo relacionamento após aquele período de teste que pareceu durar anos a fio de incertezas.

Mudança de casa, agora um lar. Quente, cheio de aconchego e risadas. Noivos, planos a longo prazo…e pouco tempo depois uma nova vida. De casal nos tornamos família.

Sei que algumas vezes fui injusta, te desmereci. E ainda asssim você me ofereceu seu melhor abraço.

Somos tão parecidos e ao mesmo tempo ímpares, como deve ser. Um humor complementando o outro, amor que vaza dos olhos sem pedir licença seja numa conversa de agradecimento ou num show lotado.

Música é vida que respiramos e aproveitamos juntos. Do hip hop ao jazz, sempre boas escolhas.

Ainda deixamos rolar. Nos cativamos dia a dia. Temos no outro o melhor amigo e amante.

Dia dos namorados é você me levar para jantar numa segunda, sem motivo aparente para comemorar. É quando estou cozinhando e você me puxa para dançar. É quando rimos sem motivo até saírem lágrimas.

“Ainda bem que tô na direção
Que apontam as batidas do meu coração
Coração companheiro
Coração maloqueiro
Coração mensageiro
Suas batidas que me levam pro caminho verdadeiro”

(Ainda bem – Rael)

Coração

Nina

21 semanas. Quase 500 gramas. Uma vida inteira.

Mal dormi de tão ansiosa. Sim, queria te ver e saber que está bem.

Na minha cabeça quando a médica disse “a partir de 18 semanas você vai sentir chutar” eu imaginava uma roda punk na barriga desde o início. E não, está aí discreta e quietinha mas com o coração mais acelerado que o meu e do seu pai (juntos).

Hoje descobrimos que já podemos te chamar pelo nome que escolhemos: Nina.

O significado? Além de ser nosso primeiro presente, significa “graciosa”. Mas não no sentido frágil, longe disso; até porque a mulher que nos inspirou a te chamar de Nina é a cantora e ativista mais extraordinária que já existiu.

Ser mãe, com tanta coisa para se espantar aí fora, é um desafio sim. Eu já tenho um amor que não cabe em mim e a certeza de que tudo se encaminhará como deve. Estamos cercados de pessoas boas, que já te adoram.

Você me deixa mais linda a cada dia, mais apaixonada pela vida.

O médico disse que estou na idade perfeita para ser mãe. E sim, hoje eu vejo a maturidade e alegria que a maternidade trazem.

Obrigada por me permitir te receber, meu anjo.

Nina

17 semanas

O mistério continua. Você teimou, se revirou e continuou de pernas cruzadas.

Mês que vem nos vemos novamente. Até lá vamos conversando, ouvindo músicas e crescendo juntos.

Me desculpe se às vezes estou inquieta ou mesmo um pouco nervosa. Sei que você sente tudo isso e não entende (nem eu às vezes entendo rs). O bom é que passa logo, principalmente porque tem você, cheio de ânimo e amor nas nossas existências.

Já me sinto tão mais madura e cheia de ânimo nesses últimos quatro meses. Bate AQUELE frio na barriga sim, mas a sensação de dar a vida a alguém é tão fantástica que só sendo pai/mãe para entender.

ww

16 semanas

Você ainda nem chegou e já trouxe tantas mudanças boas nas nossas vidas que eu me apaixono mais a cada dia.

Não sei ainda como te chamar, não sei seu sexo (e lógico, estou curiosa).

Este ano foram duas alegrias: descobrir que você está a caminho e me casar. Não era o que eu imaginava há dois anos: uma vida aparentemente tradicional. Mas é uma vida gostosa, cheia de riso e sabor.

Se pensar bem não há nada muito comum comigo ou seu pai. Partilhamos mais do que fantasias ou dias alegres. Criamos um afastamento e aproximação dos outros que nos é saudável (e necessário, eu diria).

Ninguém nos diz o que fazer. Não há “ismos” entre nós, somos iguais. Nos entregamos quando tivemos vontade e nossa relação, mesmo com algumas situações indesejadas, foi do jeito que queríamos. A fase complicada passou, nos deixando ainda mais fortes e confiantes que deveríamos, sim, estar juntos.

Por outro lado, tem aparecido pessoas maravilhosas no nosso caminho e que respeitam nossa individualidade. Você se descobrirá no meio de tantas pessoas felizes à sua maneira, que fogem do “esteriótipo comum” que te imagino tão livre para se descobrir à sua maneira e sem preconceito (nosso ou próprio).

Eu espero que sejamos pessoas maravilhosas na sua vida, pois, você, mesmo pequeno, é na nossa. Todos os dias.

Baby is Coming

Sim

Engraçado como as coisas se encaminham. Eu, que fugi tanto tempo e com tantas desculpas (para mim e para você), me rendi.

A maré subiu e me levou. Me deixei levar. Precisava conhecer o teu mar e cada gota de amor nele.

Chegamos aos finalmentes. Nem depressa ou devagar demais. No nosso tempo, que, aliás, tem corrido mais que criança arteira pela casa (o que logo será no sentido literal).

Um ano e quatro meses. Uma vida nova. Um mundo para se descobrir no mesmo abraço. E, ainda assim, nós, com nossos sonhos e medos e carinho.

Obrigada por estar no meu caminho, companheiro, amigo e (agora) marido.

Sim

 

Três Passarinhos

Você chegou sem ao menos avisar. Não me mandou e-mail ou mesmo mensagem e, ainda assim, sabia que eu te receberia de braços abertos. Aliás, nós receberíamos.

Saber que tudo estava bem foi motivo de guardar segredo algum tempo. Nem mesmo os parentes mais próximos imaginavam que você estava a caminho, se desenvolvendo no seu tempo e já com o coração acelerado.

Algumas coisas até já mudaram: o gosto pelo café, a vontade louca por chocolate já não existe, comer de 3 em 3h se tornou um ritual a ser seguido fielmente (eu querendo ou não) e a vida parece muito mais linda e completa.

Eu tenho uma breve ideia de quando chegará. Espero este dia cheia de felicidade e anseios: como será? como parecerá? Dúvidas bobas que desaparecerão quando eu puder te dar o primeiro abraço.

Tsurus

Tsurus

Alegria

Poucos instantes. Poucas palavras a serem ditas.

Sete. Oito. Nove…continua.

O sol deixou de ser apenas o sol, agora é a vida é em si. Os dias são mais cheios de alegria e beijos demorados na cama. Perde-se a hora mas não o tempo, o agora, a excitação do ser / estar.

Risos, palavras, músicas…um novo sentido para amar e viver e renascer a cada manhã. Ao lado da mesma pessoa. Ainda o mesmo abraço e um infinito maior de sentimentos bons.

Alegria. Seria possível guardá-la em um pote no final do arco-íris? Seria possível guardá-la de todo sentimento profano, triste ou desnecessário? Seria possível mantê-la em segredo mesmo com os olhos contando a novidade aos quatro ventos?

“E quando eu estou viva, eu estou vivendo para você”

Como diria Rilke:

“Em um pensamento criador revivem milhares de noites de amor esquecidas que o preenchem com altivez e elevação.”

Joy

Amarelo

A cor das estrelas, do girassol…

Amarelo que é pra representar o sol, o calor e a história que caminha para a felicidade.

Neguei o óbvio. Paguei com risos e lágrimas.

Sim, é possível pagar o Universo com um sorriso sincero e algumas lágrimas logo pela manhã.

De repente você repensa o amor, a gratidão, o mundo num segundo. E a vida parece ainda mais linda. Inegavelmente.

Juntos, mais do que nas vezes que confundíamos nossas pernas madrugada afora. Juntos em um nível só nosso, cheio de amor e alegrias.

Amarelo…esperei minha vez.. olhe as estrelas…como elas brilham para você, para nós.

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